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April 10, 2026
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"Viera estar rosal florido, cogĂ rosas con sospiro: vengo del rosale.'Del rosal vengo, mi madre, vengo del rosale."
"En la huerta nasce la rosa: quiérome ir allá por mirar al ruiseñor cómo cantavá."
"Quem não é senhor de si Porque o será de ninguém?"
"La caza de amor es de altanerĂa."
"Uma obscura e inquieta castidade: pĂ´s uma flor para mim no jardim mais secreto num horizonte de graça e claridade intangĂvel e perto.'Promessa estática no luar da densidade em mim corpĂłrea. nĂŁo Ă© a culpa, Ă© a memoria da primeira manhĂŁ do pecado sem Eva e sem AdĂŁo.'SĂł o fruto provado e a serpente enroscada na minha solidĂŁo."
"Assim contava, e com um medonho choro SĂşbito diante os olhos se apartou; Desfez-se a nuvem negra, e com um sonoro Bramido muito longe o mar soou."
"Um fraco Rei faz fraca a forte gente."
"Quão doce é o louvor e a justa glória Dos próprios feitos, quando são soados! Qualquer nobre trabalha que em memória Vença ou iguale os grandes já passados. As invejas da ilustre e alheia história Fazem mil vezes feitos sublimados. Quem valerosas obras exercita, Louvor alheio muito o esperta e incita."
"Já no largo Oceano navegavam..."
"Já me desenganei que de queixar-me não se alcança remédio; mas, quem pena, forçado lhe é gritar, se a dor é grande. Gritarei; mas é débil e pequena a voz para poder desabafar-me, porque nem com gritar a dor se abrande."
"O caso triste, e dino da memĂłria, Que do sepulcro os homens desenterra, Aconteceu da mĂsera e mesquinha Que depois de ser morta foi Rainha."
"Assim como a bonina, que cortada Antes do tempo foi, cândida e bela, Sendo das mãos lascivas maltratada Da menina que a trouxe na capela, O cheiro traz perdido e a cor murchada: Tal está morta a pálida donzela, Secas do rosto as rosas, e perdida A branca e viva cor, co'a doce vida."
"Mas um velho d'aspeito venerando, Que ficava nas praias, entre a gente, Postos em nós os olhos, meneando Três vezes a cabeça, descontente, A voz pesada um pouco alevantando, Que nós no mar ouvimos claramente, C'um saber só de experiências feito, Tais palavras tirou do experto peito:'Ó glória de mandar! Ó vã cobiça Desta vaidade, a quem chamamos Fama!thumb|O glory of commanding! O vain thirst Of that same empty nothing we call fame!"
"Ó que não sei de nojo como o conte! Que, crendo ter nos braços quem amava, Abraçado me achei com um duro monte De áspero mato e de espessura brava. Estando com um penedo fronte a fronte, Que eu pelo rosto angélico apertava Não fiquei homem não, mas mudo e quedo, E junto dum penedo outro penedo."
"Da Lua os claros raios rutilavam..."
"Ah! minha Dinamene! Assim deixaste Quem não deixara nunca de querer-te! Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te, Tão asinha esta vida desprezaste!'Como já pera sempre te apartaste De quem tão longe estava de perder-te? Puderam estas ondas defender-te Que não visses quem tanto magoaste?'Nem falar-te somente a dura Morte Me deixou, que tão cedo o negro manto Em teus olhos deitado consentiste!'Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte! Que pena sentirei que valha tanto, Que inda tenha por pouco viver triste?"
"Ela viu as palavras magoadas, Que puderam tornar o fogo frio, E dar descanso as almas condenadas."
"Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida descontente, Repousa lá no Céu eternamente, E viva eu cá na terra sempre triste."
"Erros meus, má fortuna, amor ardente Em minha perdição se conjuraram."
"Os bons vi sempre passar No mundo graves tormentos; E para mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos."
"As armas e os Barões assinalados Que da Ocidental praia Lusitana Por mares nunca de antes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram."
"E vĂłs, Tágides minhas, pois criado Tendes em mi um novo engenho ardente, Se sempre em verso humilde celebrado Foi de mi vosso rio alegremente, Dai-me agora um som alto e sublimado, Um estilo grandĂloco e corrente, Por que de vossas águas Febo ordene Que nĂŁo tenham enveja Ă s de Hipocrene."
"Quem poderá do mal aparelhado Livrar-se sem perigo sabiamente, Se lá de cima a Guarda soberana Não acudir à fraca força humana?"
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
"Tu sĂł, tu, puro Amor..."
"Contra uma dama, Ăł peitos carniceiros, Feros vos amostrais, e cavaleiros?"
"Ó Rei subido, Aventurar-me a ferro, a fogo, a neve É tão pouco por vós, que mais me pena Ser esta vida cousa tão pequena."
"Certifico-te, Ăł Rei, que se contemplo Como fui destas praias apartado, Cheio dentro de dĂşvida e receio, Que apenas nos meus olhos ponho o freio."
"Já que nesta gostosa vaidade Tanto enlevas a leve fantasia, Já que à bruta crueza e feridade Puseste nome esforço e valentia, Já que prezas em tanta quantidade O desprezo da vida, que devia De ser sempre estimada..."
"NĂŁo acabava, quando uma figura Se nos mostra no ar, robusta e válida, De disforme e grandĂssima estatura, O rosto carregado, a barba esquálida, Os olhos encovados, e a postura Medonha e má, e a cor terrena e pálida, Cheios de terra e crespos os cabelos, A boca negra, os dentes amarelos.'TĂŁo grande era de membros, que bem posso Certificar-te, que este era o segundo De Rodes estranhĂssimo Colosso, Que um dos sete milagres foi do mundo: Com um tom de voz nos fala horrendo e grosso, Que pareceu sair do mar profundo: Arrepiam-se as carnes e o cabelo A mi e a todos, sĂł de ouvi-lo e vĂŞ-lo.thumb|I spoke, when rising through the darkened air, Appalled, we saw w:Adamastor|a hideous phantom glare..."
"[Ah o amor...] que nasce nĂŁo sei onde, Vem nĂŁo sei como, e dĂłi nĂŁo sei porquĂŞ."
"Porém, pera cantar de vosso gesto A composição alta e milagrosa Aqui falta saber, engenho e arte."
"Amor é um fogo qu'arde sem se ver, É ferida que dói, e não se sente, É um contentamento descontente, É dor que desatina sem doer.'É um não querer mais que bem querer, É um andar solitário entre a gente, É nunca contentar-se de contente, É um cuidar que ganha em se perder.'É querer estar preso por vontade, É servir a quem vence o vencedor É ter com quem nos mata lealdade.'Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
"Sonnet in full:"
"Mais servira, se nĂŁo fora Para tĂŁo longo amor tĂŁo curta a vida."
"Aquela triste e leda madrugada, Cheia toda de mágoa e de piedade, Enquanto houver no mundo saudade, Quero que seja sempre celebrada."
"Quem vê, Senhora, claro e manifesto o lindo ser de vossos olhos belos, se não perder a vista só em vê-los, já não paga o que deve a vosso gesto."
"Porque é tamanha bem-aventurança o dar-vos quanto tenho e quanto posso, quanto mais vos pago, mais vos devo."
"«Que levas, cruel Morte?» «Um claro dia». «A que horas o tomaste?» «Amanhecendo». «Entendes o que levas?» «Não o entendo». «Pois quem to faz levar?» «Quem o entendia»."
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades."
"Perdigão perdeu a pena Não há mal que lhe não venha.Perdigão que o pensamento Subiu a um alto lugar, Perde a pena do voar, Ganha a pena do tormento. Não tem no ar nem no vento Asas com que se sustenha: Não há mal que lhe não venha.Quis voar a üa alta torre, Mas achou-se desasado; E, vendo-se depenado, De puro penado morre. Se a queixumes se socorre, Lança no fogo mais lenha: Não há mal que lhe não venha."
"Nem no campo flores, Nem no céu estrelas Me parecem belas Como os meus amores."
"Nem eu delicadezas vou cantando Co'o gosto do louvor, mas explicando Puras verdades já por mim passadas. Oxalá foram fábulas sonhadas!"
"Foge-me pouco a pouco a curta vida (se por caso Ă© verdade que inda vivo); vai-se-me o breve tempo d'ante os olhos; choro pelo passado e quando falo, se me passam os dias passo e passo, vai-se-me, enfim, a idade e fica a pena."
"Cantando espalharei por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho e arte."
"Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta."
"Ă“ grandes e gravĂssimos perigos! Ă“ caminho de vida nunca certo!"
"Onde pode acolher-se um fraco humano, Onde terá segura a curta vida, Que não se arme, e se indigne o Céu sereno Contra um bicho da terra tão pequeno?"
"Eis aqui, quase cume da cabeça De Europa toda, o Reino Lusitano, Onde a terra se acaba e o mar começa."
"Sabei que, segundo o amor tiverdes, Tereis o entendimento de meus versos."