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April 10, 2026
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"[Camoens is] the perfection of a traveller's study... A wayfarer and voyager from his youth; a soldier, somewhat turbulent withal, wounded and blamed for his wounds; ... a doughty Sword and yet doughtier Pen; a type of the chivalrous age; a patriot of the purest water, so jealous of his Country's good fame that nothing would satisfy him but to see the world bow before her perfections; a genius, the first and foremost of his day, who died in the direst poverty and distress."
"The most pleasing literary labour of my life has been to translate "The Lusiads"...of my master, Camoens."
"Camoens, with that look he had, Compelling India's Genius sad From the wave through the Lusiad, With murmurs of a purple ocean Indrawn in vibrative emotion Along the verse!"
"And this morning, as I sat alone within the inner chamber With the great saloon beyond it, lost in pleasant thought sereneâ For I had been reading CamoĂŤnsâthat poem you remember, Which his lady's eyes are praised in, as the sweetest ever seen."
"He is a Humanist even in his contradictions, in his association of a Pagan mythology with a Christian outlook, in his conflicting feelings about war and empire, in his love of home and his desire for adventure, in his appreciation of pleasure and the demands of his heroic outlook. But he is above all a Humanist in his devotion to the classical ideal and in his conviction that this was the living force in the imaginative life of Europe in his time. ... His poem covers a wide range of experience because it was written by a man who was open to many kinds of impression and had a generous appreciation of human nature. ... His conception of manhood is fuller and more various than Virgil's. He has indeed something of Homer's pleasure in the variegated human scene and, like Homer, he knows that there can be more than one kind of noble manhood."
"He might well claim to be a Portuguese Virgil."
"His sonnets...are full of Petrarchic tenderness and grace, and moulded with classic correctness."
"I can read Camoes, etc., pretty well now, and heâhis sonnetsâare superbâas good as any in English, certainly."
"We look for something new in a literature unknown to us; we do not go to Lisbon to gaze into shop-windows which we can see in Paris. But the fact is that in CamĂľes' lyrics we enter an enchanted country. They have a peculiar glow and magic which one seeks in vain elsewhere."
"Aqui jaz LuĂs de CamĂľes PrĂncipe dos poetas do seu tempo; viveu pobre e miseravelmente e assi morreu."
"Com Amor a rosa, Que tĂŁo fresca, &c."
"Enfim acabarei a vida e verão todos que fui tão afeiçoado à minha Påtria que não só me contentei de morrer nela, mas com ela."
"Quem ouviu dizer que em tĂŁo pequeno teatro como o de um pobre leito, quizesse a fortuna representar tĂŁo grandes desventuras? E eu, como se elas nĂŁo bastassem, me ponho ainda da sua parte; porque procurar resistir a tantos males pareceria espĂŠcie de desavergonhamento."
"As derradeiras palavras que na nĂĄu disse foram as de ScipiĂŁo Africano: Ingrata patria, non possidebis ossa mea!"
"Fico que em todo o mundo de vĂłs cante, De sorte que Alexandro em vĂłs se veja, Sem Ă dita de Aquiles ter enveja."
"Pera servir-vos, braço às armas feito, Pera cantar-vos, mente às Musas dada."
"Nem me falta na vida honesto estudo, Com longa experiĂŞncia misturado, Nem engenho, que aqui vereis presente, Cousas que juntas se acham raramente."
"Fazei, Senhor, que nunca os admirados AlemĂŁes, Galos, Ătalos e Ingleses, Possam dizer que sĂŁo pera mandados, Mais que pera mandar, os Portugueses. Tomai conselho sĂł d'exprimentados Que viram largos anos, largos meses, Que, posto que em cientes muito cabe, Mais em particular o experto sabe."
"Nô mais, Musa, nô mais, que a Lira tenho Destemperada e a voz enrouquecida, E não do canto, mas de ver que venho Cantar a gente surda e endurecida. O favor com que mais se acende o engenho Não no då a påtria, não, que estå metida No gosto da cobiça e na rudeza DŊa austera, apagada e vil tristeza."
"Quem faz injúria vil e sem razão, Com forças e poder em que estå posto, Não vence; que a vitória verdadeira à saber ter justiça nua e inteira."
"VĂŁo os anos decendo, e jĂĄ do Estio HĂĄ pouco que passar atĂŠ o Outono; A Fortuna me faz o engenho frio, Do qual jĂĄ nĂŁo me jacto nem me abono; Os desgostos me vĂŁo levando ao rio Do negro esquecimento e eterno sono..."
"Porque essas honras vĂŁs, esse ouro puro Verdadeiro valor nĂŁo dĂŁo Ă gente: Melhor ĂŠ, merecĂŞ-los sem os ter, Que possuĂ-los sem os merecer."
"Ă que famintos beijos na floresta, E que mimoso choro que soava! Que afagos tĂŁo suaves, que ira honesta, Que em risinhos alegres se tornava! O que mais passam na manhĂŁ, e na sesta, Que VĂŠnus com prazeres inflamava, Melhor ĂŠ experimentĂĄ-lo que julgĂĄ-lo, Mas julgue-o quem nĂŁo pode experimentĂĄ-lo."
"Veja agora o juĂzo curioso Quanto no rico, assim como no pobre, Pode o vil interesse e sede inimiga Do dinheiro, que a tudo nos obriga."
"Numa mĂŁo sempre a espada, e noutra a pena."
"Vistes que, com grandĂssima ousadia, Foram jĂĄ cometer o CĂŠu supremo; Vistes aquela insana fantasia De tentarem o mar com vela e remo; Vistes, e ainda vemos cada dia, Soberbas e insolĂŞncias tais, que temo Que do Mar e do CĂŠu, em poucos anos, Venham Deuses a ser, e nĂłs, humanos."
"Sem vergonha o nĂŁo digo, que a razĂŁo De algum nĂŁo ser por versos excelente, Ă nĂŁo se ver prezado o verso e rima, Porque quem nĂŁo sabe arte, nĂŁo na estima."
"Quão doce Ê o louvor e a justa glória Dos próprios feitos, quando são soados! Qualquer nobre trabalha que em memória Vença ou iguale os grandes jå passados. As invejas da ilustre e alheia história Fazem mil vezes feitos sublimados. Quem valerosas obras exercita, Louvor alheio muito o esperta e incita."
"Assim contava, e com um medonho choro SĂşbito diante os olhos se apartou; Desfez-se a nuvem negra, e com um sonoro Bramido muito longe o mar soou."
"à que não sei de nojo como o conte! Que, crendo ter nos braços quem amava, Abraçado me achei com um duro monte De åspero mato e de espessura brava. Estando com um penedo fronte a fronte, Que eu pelo rosto angÊlico apertava Não fiquei homem não, mas mudo e quedo, E junto dum penedo outro penedo."
"NĂŁo acabava, quando uma figura Se nos mostra no ar, robusta e vĂĄlida, De disforme e grandĂssima estatura, O rosto carregado, a barba esquĂĄlida, Os olhos encovados, e a postura Medonha e mĂĄ, e a cor terrena e pĂĄlida, Cheios de terra e crespos os cabelos, A boca negra, os dentes amarelos.'TĂŁo grande era de membros, que bem posso Certificar-te, que este era o segundo De Rodes estranhĂssimo Colosso, Que um dos sete milagres foi do mundo: Com um tom de voz nos fala horrendo e grosso, Que pareceu sair do mar profundo: Arrepiam-se as carnes e o cabelo A mi e a todos, sĂł de ouvi-lo e vĂŞ-lo.thumb|I spoke, when rising through the darkened air, Appalled, we saw w:Adamastor|a hideous phantom glare..."
"Jå que nesta gostosa vaidade Tanto enlevas a leve fantasia, Jå que à bruta crueza e feridade Puseste nome esforço e valentia, Jå que prezas em tanta quantidade O desprezo da vida, que devia De ser sempre estimada..."
"Mas um velho d'aspeito venerando, Que ficava nas praias, entre a gente, Postos em nós os olhos, meneando Três vezes a cabeça, descontente, A voz pesada um pouco alevantando, Que nós no mar ouvimos claramente, C'um saber só de experiências feito, Tais palavras tirou do experto peito:'à glória de mandar! à vã cobiça Desta vaidade, a quem chamamos Fama!thumb|O glory of commanding! O vain thirst Of that same empty nothing we call fame!"
"Certifico-te, Ăł Rei, que se contemplo Como fui destas praias apartado, Cheio dentro de dĂşvida e receio, Que apenas nos meus olhos ponho o freio."
"Ă Rei subido, Aventurar-me a ferro, a fogo, a neve Ă tĂŁo pouco por vĂłs, que mais me pena Ser esta vida cousa tĂŁo pequena."
"Um fraco Rei faz fraca a forte gente."
"Assim como a bonina, que cortada Antes do tempo foi, cândida e bela, Sendo das mãos lascivas maltratada Da menina que a trouxe na capela, O cheiro traz perdido e a cor murchada: Tal estå morta a pålida donzela, Secas do rosto as rosas, e perdida A branca e viva cor, co'a doce vida."
"Contra uma dama, Ăł peitos carniceiros, Feros vos amostrais, e cavaleiros?"
"Tu sĂł, tu, puro Amor..."
"O caso triste, e dino da memĂłria, Que do sepulcro os homens desenterra, Aconteceu da mĂsera e mesquinha Que depois de ser morta foi Rainha."
"Esta ĂŠ a ditosa pĂĄtria minha amada."
"Eis aqui, quase cume da cabeça De Europa toda, o Reino Lusitano, Onde a terra se acaba e o mar começa."
"Quem poderå do mal aparelhado Livrar-se sem perigo sabiamente, Se lå de cima a Guarda soberana Não acudir à fraca força humana?"
"Onde pode acolher-se um fraco humano, Onde terĂĄ segura a curta vida, Que nĂŁo se arme, e se indigne o CĂŠu sereno Contra um bicho da terra tĂŁo pequeno?"
"Ă grandes e gravĂssimos perigos! Ă caminho de vida nunca certo!"
"Ă fraqueza entre ovelhas ser leĂŁo."
"Da Lua os claros raios rutilavam..."
"JĂĄ no largo Oceano navegavam..."
"E vĂłs, TĂĄgides minhas, pois criado Tendes em mi um novo engenho ardente, Se sempre em verso humilde celebrado Foi de mi vosso rio alegremente, Dai-me agora um som alto e sublimado, Um estilo grandĂloco e corrente, Por que de vossas ĂĄguas Febo ordene Que nĂŁo tenham enveja Ă s de Hipocrene."
"Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta."