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April 10, 2026
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"Sei, Camoens, denn mein Vorbild!"
"Gedoemd poëet, zwerver en banneling."
"Ed or quella del colto, e buon Luigi, Tant 'oltre stende il glorioso volo, Ch'i tuoi spalmati legni andar men lunge.'Ond'a quelli, a cui s'alza il nostro polo, Ed a chi ferma incontra i suoi vestigi, Per lui del corso tuo la fama aggiunge."
"Fortuna estrana que al ingenio aplico La vida pobre y el sepulcro rico."
"Camoëns, en Portugal, ouvrait une carrière toute nouvelle, et s'acquérait une réputation qui dure encore parmi ses compatriotes, qui l'appellent le Virgile portugais."
"Camões soothed with it [the Sonnet] an exile's grief."
"Camoens, the author of the Lusiads, ought to be censured by all his readers, when he brings in Bacchus and Christ into the same adventure of his fable."
"Sonnet in full:"
"Eu cantarei de amor tão docemente, Por uns termos em si tão concertados, Que dois mil acidentes namorados Faça sentir ao peito que não sente."
"Porém, pera cantar de vosso gesto A composição alta e milagrosa Aqui falta saber, engenho e arte."
"[Ah o amor...] que nasce não sei onde, Vem não sei como, e dói não sei porquê."
"Amor é um fogo qu'arde sem se ver, É ferida que dói, e não se sente, É um contentamento descontente, É dor que desatina sem doer.'É um não querer mais que bem querer, É um andar solitário entre a gente, É nunca contentar-se de contente, É um cuidar que ganha em se perder.'É querer estar preso por vontade, É servir a quem vence o vencedor É ter com quem nos mata lealdade.'Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
"Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; Mas não servia o pai, servia a ela, E a ela só por prémio pretendia."
"Mais servira, se não fora Para tão longo amor tão curta a vida."
"Aquela triste e leda madrugada, Cheia toda de mágoa e de piedade, Enquanto houver no mundo saudade, Quero que seja sempre celebrada."
"Ela viu as palavras magoadas, Que puderam tornar o fogo frio, E dar descanso as almas condenadas."
"Quem vê, Senhora, claro e manifesto o lindo ser de vossos olhos belos, se não perder a vista só em vê-los, já não paga o que deve a vosso gesto."
"Porque é tamanha bem-aventurança o dar-vos quanto tenho e quanto posso, quanto mais vos pago, mais vos devo."
"Ah! minha Dinamene! Assim deixaste Quem não deixara nunca de querer-te! Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te, Tão asinha esta vida desprezaste!'Como já pera sempre te apartaste De quem tão longe estava de perder-te? Puderam estas ondas defender-te Que não visses quem tanto magoaste?'Nem falar-te somente a dura Morte Me deixou, que tão cedo o negro manto Em teus olhos deitado consentiste!'Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte! Que pena sentirei que valha tanto, Que inda tenha por pouco viver triste?"
"Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida descontente, Repousa lá no Céu eternamente, E viva eu cá na terra sempre triste."
"Transforma-se o amador na cousa amada, Por virtude do muito imaginar; Não tenho, logo, mais que desejar, Pois em mim tenho a parte desejada."
"«Que levas, cruel Morte?» «Um claro dia». «A que horas o tomaste?» «Amanhecendo». «Entendes o que levas?» «Não o entendo». «Pois quem to faz levar?» «Quem o entendia»."
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades."
"Erros meus, má fortuna, amor ardente Em minha perdição se conjuraram."
"Perdigão perdeu a pena Não há mal que lhe não venha.Perdigão que o pensamento Subiu a um alto lugar, Perde a pena do voar, Ganha a pena do tormento. Não tem no ar nem no vento Asas com que se sustenha: Não há mal que lhe não venha.Quis voar a üa alta torre, Mas achou-se desasado; E, vendo-se depenado, De puro penado morre. Se a queixumes se socorre, Lança no fogo mais lenha: Não há mal que lhe não venha."
"Nem no campo flores, Nem no céu estrelas Me parecem belas Como os meus amores."
"Os bons vi sempre passar No mundo graves tormentos; E para mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos."
"Já me desenganei que de queixar-me não se alcança remédio; mas, quem pena, forçado lhe é gritar, se a dor é grande. Gritarei; mas é débil e pequena a voz para poder desabafar-me, porque nem com gritar a dor se abrande."
"Nem eu delicadezas vou cantando Co'o gosto do louvor, mas explicando Puras verdades já por mim passadas. Oxalá foram fábulas sonhadas!"
"Foge-me pouco a pouco a curta vida (se por caso é verdade que inda vivo); vai-se-me o breve tempo d'ante os olhos; choro pelo passado e quando falo, se me passam os dias passo e passo, vai-se-me, enfim, a idade e fica a pena."
"As armas e os Barões assinalados Que da Ocidental praia Lusitana Por mares nunca de antes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram."
"Cantando espalharei por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho e arte."