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April 10, 2026
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"And once again, the three of us find ourselves together, just as we have in many times and decisions: refusing to be shadow, sedative, or warrior’s rest. Warriors, we—women whole in body and with a steady hand."
"A commune of women or suffragists—that’s what they already call us, with a cold laugh born of the insecurity of seeing us together: an insurmountable barrier, the group of us three."
"To understand the vocation and mission of these centuries-old institutions, perhaps the most correct thing to do is to recall the centrality of the dimension of memory in the life of the Church. It truly bases its existence on the historical and sacramental memory of Jesus’s words and actions. The Church is all the more alive the more it is aware of the living memory that pulses within it and assures its continuity. The Library and the Archives are antidotes to amnesia. For example, one of the fundamental missions of the Apostolic Library is to conserve some of the most ancient specimens of the manuscript tradition of Sacred Scripture. That alone should be enough to consider it as the heart of the Church."
"Lisbon, that name of being and non-being With its secret meanders of amazement, insomnia, and tin shacks And secret glitter of something theatrical Its conniving smile of intrigue and masks While the wide ocean dilates west Lisbon rocking like a great boat Lisbon cruelly built along its own absence"
"Esta é a madrugada que eu esperava O dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo"
"Você tem-me cavalgado, seu safado! Você tem-me cavalgado, mas nem por isso me pôs a pensar como você.'Que uma coisa pensa o cavalo; outra quem está a montá-lo."
"Viera estar rosal florido, cogí rosas con sospiro: vengo del rosale.'Del rosal vengo, mi madre, vengo del rosale."
"La caza de amor es de altanería."
"Quem não é senhor de si Porque o será de ninguém?"
"En la huerta nasce la rosa: quiérome ir allá por mirar al ruiseñor cómo cantavá."
"O sol é grande, caem co’a calma as aves, do tempo em tal sazão, que sói ser fria; esta água que d’alto cai acordar-m’-ia do sono não, mas de cuidados graves."
". . . . . . o grande Cavaleiro, Que ao vento velas deu na ocídua parte, E lá, onde infante o Sol dá luz primeiro, Fixou das Quinas santas o Estandarte. E com afronta do infernal guerreiro, (Mercê do Céu) ganhou por força, e arte O áureo Reino, e trocou com pio exemplo A profana mesquita em sacro templo. * * * * O tempo chega, Afonso, em que a santa Sião terá por vós a liberdade, A Monarquia, que hoje o Céu levanta, Devoto consagrando à eternidade. Ó bem nascida generosa planta, Que em flor fruto há-de dar à Cristandade, E matéria a mil cisnes, que, cantando De vós, se irão convosco eternizando.'De Cristo a injusta morte vingou Tito Na de Jerusalém total ruína: E a vós, a quem Deus deu um peito invito, Ser vingador de sua Fé destina. Extinguir do Agareno o falso rito É de vosso valor a empresa dina: Tomai pois o bastão da empresa grande Para o tempo que o Céu marchar vos mande."
"Tenho por ti uma paixão Tão forte tão acrisolada, Que até adoro a saudade Quando por ti é causada"
"As almas das poetisas são todas feitas de luz, como as dos astros: não ofuscam, iluminam..."
"Meu amor! Meu amante! Meu amigo! Colhe a hora que passa, hora divina, Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo! Sinto-me alegre e forte! Sou menina! [...] E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras Dos caminhos selvagens e escuros, Num astro só as nossas duas sombras!..."
"Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!'É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor!'É ter fome, é ter sede de Infinito! Por elmo, as manhas de oiro e de cetim... É condensar o mundo num só grito!'E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente!"
"Beija-me as mãos, Amor, devagarinho... Como se os dois nascessemos irmãos, Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho...'Beija-mas bem!... Que fantasia louca Guardar assim, fechados, nestas mãos, Os beijos que sonhei pra minha boca!"
"Se tu viesses ver-me hoje à tardinha, A essa hora dos mágicos cansaços, Quando a noite de manso se avizinha, E me prendesses toda nos teus barcos... [...] E é como um cravo ao sol a minha boca... Quando os olhos se me cerram de desejo... E os meus braços se estendem para ti..."
"Eu quero amar, amar perdidamente! Amar só por amar: aqui... além... Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente... Amar! Amar! E não amar ninguém! [...] Quem disser que se pode amar alguém Durante a vida inteira é porque mente!"
"Tudo é tranquilo e casto e sonhador... Olhando esta paisagem que é uma tela De Deus, eu penso então: Onde há pintorOnde há artista de saber profundo, Que possa imaginar coisa mais bela, Mais delicada e linda neste Mundo?"
"Que filtro embriagante Me deste tu a beber? Até me esqueço de mim E não te posso esquecer..."
"Ponho-me, às vezes, a olhar para o espelho e a examinar-me, feição por feição: os olhos, a boca, o modelado da fronte, a curva das pálpebras, a linha da face... E esta amálgama grosseira e feia, grotesca e miserável, saberia fazer versos? Ah, não! Existe outra coisa... mas o quê? Afinal, para que pensar? Viver é não saber que se vive... Porque me não esqueço eu de viver... para viver?"
"Todas as minhas cartas de amor não são mais que a realização da minha necessidade de fazer frases."
"Sonho que sou a Poetisa eleita, Aquela que diz tudo e tudo sabe, Que tem a inspiração pura e perfeita, Que reúne num verso a imensidade!'Sonho que um verso meu tem claridade Para encher todo o mundo! E que deleita Mesmo aqueles que morrem de saudade! Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!"
"As tuas mãos tacteiam-me a tremer... Meu corpo de âmbar, harmonioso e moço É como um jasmineiro em alvoroço Ébrio de sol, de aroma, de prazer!"
"Uma obscura e inquieta castidade: pôs uma flor para mim no jardim mais secreto num horizonte de graça e claridade intangível e perto.'Promessa estática no luar da densidade em mim corpórea. não é a culpa, é a memoria da primeira manhã do pecado sem Eva e sem Adão.'Só o fruto provado e a serpente enroscada na minha solidão."
"Da Lua os claros raios rutilavam..."
"Transforma-se o amador na cousa amada, Por virtude do muito imaginar; Não tenho, logo, mais que desejar, Pois em mim tenho a parte desejada."
"Já no largo Oceano navegavam..."
"É fraqueza entre ovelhas ser leão."
"E vós, Tágides minhas, pois criado Tendes em mi um novo engenho ardente, Se sempre em verso humilde celebrado Foi de mi vosso rio alegremente, Dai-me agora um som alto e sublimado, Um estilo grandíloco e corrente, Por que de vossas águas Febo ordene Que não tenham enveja às de Hipocrene."
"Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida descontente, Repousa lá no Céu eternamente, E viva eu cá na terra sempre triste."
"Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; Mas não servia o pai, servia a ela, E a ela só por prémio pretendia."
"Cesse tudo o que a Musa antiga canta, Que outro valor mais alto se alevanta."
"Cantando espalharei por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho e arte."
"Ah! minha Dinamene! Assim deixaste Quem não deixara nunca de querer-te! Ah! Ninfa minha, já não posso ver-te, Tão asinha esta vida desprezaste!'Como já pera sempre te apartaste De quem tão longe estava de perder-te? Puderam estas ondas defender-te Que não visses quem tanto magoaste?'Nem falar-te somente a dura Morte Me deixou, que tão cedo o negro manto Em teus olhos deitado consentiste!'Oh mar! oh céu! oh minha escura sorte! Que pena sentirei que valha tanto, Que inda tenha por pouco viver triste?"
"As armas e os Barões assinalados Que da Ocidental praia Lusitana Por mares nunca de antes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram."
"Foge-me pouco a pouco a curta vida (se por caso é verdade que inda vivo); vai-se-me o breve tempo d'ante os olhos; choro pelo passado e quando falo, se me passam os dias passo e passo, vai-se-me, enfim, a idade e fica a pena."
"Porque é tamanha bem-aventurança o dar-vos quanto tenho e quanto posso, quanto mais vos pago, mais vos devo."
"Amor é um fogo qu'arde sem se ver, É ferida que dói, e não se sente, É um contentamento descontente, É dor que desatina sem doer.'É um não querer mais que bem querer, É um andar solitário entre a gente, É nunca contentar-se de contente, É um cuidar que ganha em se perder.'É querer estar preso por vontade, É servir a quem vence o vencedor É ter com quem nos mata lealdade.'Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
"Eu cantarei de amor tão docemente, Por uns termos em si tão concertados, Que dois mil acidentes namorados Faça sentir ao peito que não sente."
"Não acabava, quando uma figura Se nos mostra no ar, robusta e válida, De disforme e grandíssima estatura, O rosto carregado, a barba esquálida, Os olhos encovados, e a postura Medonha e má, e a cor terrena e pálida, Cheios de terra e crespos os cabelos, A boca negra, os dentes amarelos.'Tão grande era de membros, que bem posso Certificar-te, que este era o segundo De Rodes estranhíssimo Colosso, Que um dos sete milagres foi do mundo: Com um tom de voz nos fala horrendo e grosso, Que pareceu sair do mar profundo: Arrepiam-se as carnes e o cabelo A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo.thumb|I spoke, when rising through the darkened air, Appalled, we saw w:Adamastor|a hideous phantom glare..."
"Nem eu delicadezas vou cantando Co'o gosto do louvor, mas explicando Puras verdades já por mim passadas. Oxalá foram fábulas sonhadas!"
"Já que nesta gostosa vaidade Tanto enlevas a leve fantasia, Já que à bruta crueza e feridade Puseste nome esforço e valentia, Já que prezas em tanta quantidade O desprezo da vida, que devia De ser sempre estimada..."
"Mas um velho d'aspeito venerando, Que ficava nas praias, entre a gente, Postos em nós os olhos, meneando Três vezes a cabeça, descontente, A voz pesada um pouco alevantando, Que nós no mar ouvimos claramente, C'um saber só de experiências feito, Tais palavras tirou do experto peito:'Ó glória de mandar! Ó vã cobiça Desta vaidade, a quem chamamos Fama!thumb|O glory of commanding! O vain thirst Of that same empty nothing we call fame!"
"Ó que não sei de nojo como o conte! Que, crendo ter nos braços quem amava, Abraçado me achei com um duro monte De áspero mato e de espessura brava. Estando com um penedo fronte a fronte, Que eu pelo rosto angélico apertava Não fiquei homem não, mas mudo e quedo, E junto dum penedo outro penedo."
"Assim contava, e com um medonho choro Súbito diante os olhos se apartou; Desfez-se a nuvem negra, e com um sonoro Bramido muito longe o mar soou."
"Quão doce é o louvor e a justa glória Dos próprios feitos, quando são soados! Qualquer nobre trabalha que em memória Vença ou iguale os grandes já passados. As invejas da ilustre e alheia história Fazem mil vezes feitos sublimados. Quem valerosas obras exercita, Louvor alheio muito o esperta e incita."
"Sem vergonha o não digo, que a razão De algum não ser por versos excelente, É não se ver prezado o verso e rima, Porque quem não sabe arte, não na estima."
"Já me desenganei que de queixar-me não se alcança remédio; mas, quem pena, forçado lhe é gritar, se a dor é grande. Gritarei; mas é débil e pequena a voz para poder desabafar-me, porque nem com gritar a dor se abrande."