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"E o abade pançudo que à tardinha, à varanda, palita o dente furado saboreando o seu café com um ar paterno, traz dentro em si os indistintos restos dum Torquemada."
"No fundo da China existe um mandarim mais rico que todos os reis de que a fábula ou a história contam. Dele nada conheces, nem o nome, nem o semblante, nem a seda de que se veste. Para que tu herdes os seus cabedais infindáveis, basta que toques essa campainha, posta a teu lado, sobre um livro. Ele soltará apenas um suspiro, nesses confins da Mongólia. Será então um cadáver: e tu verás a teus pés mais ouro do que pode sonhar a ambição de um avaro. Tu, que me lês e és um homem mortal, tocarás tu a campainha?"
"Sobre a nudez forte da verdade o manto diáfano da fantasia."
"O amor espiritualiza o homem – e materializa a mulher."
"Concluí, como se conclui sempre em Filosofia, que me encontrava diante duma Causa Primaria, portanto impenetrável."
"O esforço humano consegue, quando muito, converter um proletariado faminto numa burguesia farta; mas surge logo das entranhas da sociedade um proletariado pior. Jesus tinha razão: haverá sempre pobres entre nós. Donde se prova que esta humanidade é o maior erro que jamais Deus cometeu."
"Em geral, nós outros, os Portugueses, só começamos a ser idiotas – quando chegamos à idade da razão. Em pequenos temos todos uma pontinha de génio."
"As formas superiores do pensamento tem uma tendência fatal a tornar-se na futura lei revelada: e toda a filosofia termina, nos seus velhos dias, por ser religião."
"Talvez um dia, quando o socialismo for religião do Estado, se vejam em nichos de templo, com uma lamparina de frente, as imagens dos santos padres da revolução: Proudhon de óculos. Bakunine parecendo um urso sob as suas peles russas, Karl Marx apoiado ao cajado simbólico do pastor de almas tristes."
"Jovens de letras, meus amigos, ponde vossos olhos neste exemplo de ouro! Sê prudente, mancebo; nunca, ao entrar na carreira literária, publiques poema ou novela sem a antecipada precaução de ter sido durante alguns anos – primeiro-ministro de Inglaterra!"
"O Inglês, sem chá, bate-se frouxamente."
"No entanto a Inglaterra goza por algum tempo a «grande vitória do Afeganistão» com a certeza de ter de recomeçar daqui a dez anos ou quinze anos; porque nem pode conquistar e anexar um vasto reino, que é grande como a França, nem pode consentir, colados à sua ilharga, uns poucos de milhões de homens fanáticos, batalhadores e hostis. A «política», portanto, é debilitá-los periodicamente, com uma invasão arruinadora. São as fortes necessidades de um grande império."
"Estranha gente, para quem é fora de dúvida que ninguém pode ser moral sem ler a Bíblia, ser forte sem jogar o críquete e ser gentleman sem ser inglês! E é isto que os torna detestados. Nunca se fundem, nunca se desinglesam."
"O inglês cai sobre as ideias e as maneiras dos outros como uma massa de granito na água: e ali fica pesando, com a sua Bíblia, os seus clubes, os seus sports, os seus prejuízos, a sua etiqueta, o seu egoísmo – fazendo na circulação da vida alheia um incomodativo tropeço. É por isso que nos países onde vive há séculos é ele ainda o estrangeiro."
"Quoted in Bard, The Complete History of the Holocaust (2001), p. 327; see also "Aristides de Sousa Mendes" at Jewish Virtual Library."
"Quoted in The Independent, Sunday, 17 October 2010"
"Quoted in Huffington Post, 18 April 2012"
"Sonja Jarvik, quoted in The Independent, Sunday, 17 October 2010"
"Otto von Habsburg, quoted in The Independent, Sunday, 17 October 2010"
"Louis-Philippe Mendes, Huffington Post, 18 April 2012"
"The Portuguese are also a people who are very curious about foreigners, as anyone who visits our country can see. They are considered as bridge-builders."
"‘At the time when there were heathens along the sea coast of Java, many merchants used to come, Parsees, Arabs, Gujaratees, Bengalees, Malays and other nationalities, there being many Moors among them. They began to trade in the country and to grow rich. They succeeded in way of [sic]making mosques, and mollahs came from outside, so that they came in such growing numbers that the sons of these said Moors were already Javanese and rich, for they had been in these parts for about seventy years. In some places the heathen Javanese lords themselves turned Mohammedan, and these mollahs and merchant Moors took possession of these places. Others had a way of fortifying the places where they lived, and they killed the Javanese lords and made themselves lords; and in this way they made themselves masters of the sea coast and took over trade and power in Java . . .’"